2. Casa de Passagem Ana Vasconcelos

SISTEMATIZAÇÃO DA PRÁTICA DO EDUCADOR SOCIAL

Jaciara Arruda e Gicélia Souza

Este trabalho teve por objetivo sistematizar a prática do Educador Social no Centro Brasileiro da Criança e do Adolescente (CBCA) – Casa de Passagem Ana Vasconcelos.

Histórico e mudanças da organização

O Centro Brasileiro da Criança e do Adolescente – Casa de Passagem Ana Vasconcelos (CBCA) é uma associação civil do nordeste brasileiro, sem fins lucrativos, de utilidade pública federal, estadual e municipal, que se baseia em princípios ético-morais de valorização da pessoa humana e na defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens e mulheres em situação de pobreza do Estado de Pernambuco, fundamentados no pensamento sistêmico. Trata-se de uma organização não governamental reconhecida nacional e internacionalmente pelo trabalho que desenvolve na Região Metropolitana do Recife, junto às comunidades em situação de risco social.

A Casa de Passagem foi fundada em 1989, pela advogada Ana Vasconcelos e pela psicóloga Cristina Mendonça, antes da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Inicialmente, a entidade ficou conhecida pelo pioneirismo no atendimento biopsicossocioeducativo a meninas em situação de rua, abuso e exploração sexual, envolvendo a família e a comunidade na melhoria de suas condições psicossociais. Era algo novo, transformador, que chamava a atenção da opinião pública, da mídia e das autoridades.

A miséria, a exclusão social, a violência, a falta de políticas públicas para crianças, adolescentes e jovens eram alarmantes no contexto dos anos 90. A desigualdade social, a pobreza, o desemprego, a falta de formação e qualificação profissional, o déficit habitacional, a desintegração familiar, a indústria das drogas e do crime organizado afetam ferozmente a vida de crianças e adolescentes, sobretudo as oriundas de famílias de baixa renda, que não têm muito acesso ao consumo, ao lazer, à cultura e ao esporte. Muitas crianças e adolescentes se encontravam em situação de risco nas ruas ou abandonados em abrigos, atraídos pelas drogas, sofrendo violência doméstica, sendo molestados sexualmente por familiares ou adultos, explorados no trabalho infantil, vitimizados pela exploração sexual comercial, assassinados por grupos de extermínio e policiais, praticando roubos e assaltos, formando, assim, um imenso contingente de excluídos e desprotegidos.

Embora o art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabeleça ser “dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”, ainda temos muito que avançar.

Atualmente a Casa de Passagem redirecionou o seu olhar e seu trabalho não apenas para meninas em situação de risco social, mas também para os adolescentes e jovens das comunidades pobres do Recife, de ambos os sexos. Isto porque, embora tenham sido criadas várias instituições sociais, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o contexto não é tão diferente daqueles vividos na década de 1990.

Hoje a instituição tem como missão promover o protagonismo social e político de crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social, com base em uma proposta de formação cidadã que parte dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e eficiência. Entre os objetivos básicos, destacam-se: combater a pobreza; enfrentar o abuso e a exploração sexual comercial; promover a melhoria na qualidade de vida de crianças, adolescentes e jovens; ajudar a desenvolver a autoestima; diminuir a violência doméstica e sexual; capacitar adolescentes, jovens e lideranças comunitárias; aumentar a inclusão e s aprovação escolar; favorecer a inclusão cultural, digital e social; possibilitar aos jovens maior competitividade no mundo do trabalho e o aumento na renda familiar; estimular o protagonismo juvenil, político e comunitário; realizar ações de advocacy e lobby em defesa, ampliação e garantia de direitos das crianças, adolescentes, jovens, mulheres e negros.

Para cumprir sua missão e atingir seus objetivos, a entidade opera hoje com três programas básicos, que atuam de forma integrada. São eles:

  • Programa Passagem para a Vida – atende a crianças e adolescentes de7 a 17 anos de idade, do sexo feminino, tendo como objetivo promover os direitos de cidadania de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, buscando como resultado a reestruturação da identidade, a inserção na família, na escola e na comunidade. O Programa oferece atendimento psicossocial, lazer, cultura, educação, esporte, arte, atendimento à família, vacinação e computação.
  • Programa Comunidade e Cidadania – voltado para adolescentes e jovens de13 a 24 anos, de ambos os sexos, com o objetivo de promover a ampliação do espaço de adolescentes, família e mulheres como lideranças comunitárias, através do estímulo ao protagonismo comunitário e juvenil; organização e participação em eventos, campanhas e cursos de formação em Direitos Humanos e de Adolescentes Multiplicadores de Informações.
  • Programa Iniciação ao trabalho – beneficia diretamente adolescentes e jovens de ambos os sexos, com idade entre 16 e 24 anos, oriundos dos Programas Passagem para a Vida e Comunidade e Cidadania, tendo como objetivo contribuir para a formação do jovem que não tem acesso aos direitos de cidadania e, em especial, à profissionalização, possibilitando sua inserção no mundo do trabalho em condições competitivas e facilitando sua transição para a vida adulta por meio da educação para o trabalho, cursos de formação e qualificação profissional.

A área operacional da Casa de Passagem está centrada nos três programas da entidade e nos núcleos comunitários, onde são desenvolvidas as ações, atividades e metodologias específicas com públicos de perfis diferenciados. Outros setores como planejamento, contábil-financeiro, recursos humanos, comunicação e marketing, diretoria e gerência executiva circulam em torno desses três eixos.

Metodologia do trabalho da Casa de Passagem Ana Vasconcelos

A entidade utiliza a metodologia sistêmica, o afeto, a atenção, a compreensão e a empatia como base de seu trabalho. Procura atender a criança e o adolescente integralmente, articulando-se com a rede de proteção social, políticas públicas e familiares. Acredita que a arte, a educação, a saúde, a cultura, o lazer, o esporte e o atendimento psicossocial ao sujeito de ação podem fortalecê-lo e prepará-lo para enfrentar os desafios da vida.

Concepções teóricas norteadoras

Concepção de homem (Edgar Morin)

  • O ser humano é ao mesmo tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico, sujeito e objeto de sua própria construção e da construção do mundo; é um ser livre e auto-eco-organizador.
  • É necessário que se reconheça a identidade complexa e comum dos seres humanos.

Concepção de mundo (Edgar Morin)

  • Compreender a realidade como sendo complexa, sistêmica e multiversa.
  • Construir um mundo, cuja vivência seja voltada para uma ética universal do ser humano (marca da natureza humana) e não para a ética do mercado financeiro, que se submete aos interesses dos lucros – a ética que explora a força do trabalho do ser humano, que falseia a verdade e que é discriminatória de raça, gênero e classe.

Pensadores/educadores/teóricos que dão base à atuação da organização

Para Edgar Morin, a ciência não representa a totalidade do conhecimento; o conhecimento não se reduz à ciência. Além dos conhecimentos teóricos e técnicos trabalhados pelas escolas e universidades, as experiências felizes ou traumáticas no interior da família, o convívio social, as dores da alma, a obra de arte, o romance, o cinema, as viagens e os acontecimentos inesperados são igualmente formas importantes de conhecimento.

É nesta perspectiva que precisamos repensar a educação, transformando-a em uma educação para a complexidade, para a religação dos saberes e o compartilhamento de experiências.

Educar para a complexidade é capacitar o cidadão para conviver com a incerteza e tirar bom proveito dela; é fazer da sala de aula um lugar para discutir e experimentar também os valores éticos da responsabilidade com a vida, com a amizade, com a justiça e com a felicidade humana (Maria da Conceição Xavier de Almeida – Coordenadora do Grupo de Estudos da Complexidade da UFRN).

Concepção de educação (Edgar Morin, Paulo Freire)

  • A educação deve ser antropoética, levar o aluno a compreender que é ser ao mesmo tempo indivíduo/sociedade/espécie, ou seja, é o conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e da consciência de pertencer à espécie humana.
  • A educação deve ser vista na perspectiva de formar o cidadão planetário, incluir e educar para a compreensão, base da educação para a paz.
  • A prática educativo-progressista trabalha pela busca da autonomia dos educandos.
  • É necessário incluir na formação do educando não só a preparação técnico-científica, mas também a da ética universal do ser humano, a ética da solidariedade, que contempla o respeito à dignidade, à autonomia e à capacidade criativa do educando.
  • É fundamental aplicar uma política de desenvolvimento humano que privilegie essencialmente o homem e a mulher, e não apenas o lucro.
  • Trabalho na perspectiva dialógico-problematizadora da educação: a educação deve ser baseada no diálogo, na dialética, considerar as tensões e as contradições, bem como ser problematizada.

Processo de ensino-aprendizagem (Edgar Morin, Lev Vygotsky, Paulo Freire, Howard Gardner e Hannah Arendt)

  • A condição humana deve ser o objeto fundamental do ensino-aprendizagem.
  • O ensino das incertezas permite que o aluno enfrente os imprevistos.
  • “A ação de conhecer está presente simultaneamente nas ações biológicas, cerebrais, espirituais, culturais, linguísticas, sociais, políticas e históricas, por isto o ser condiciona o conhecer, que ao mesmo tempo condiciona o ser” (PETRAGLIA, 2008, p. 81).
  • O ensino é voltado para a construção do conhecimento.
  • O professor precisa possibilitar interações professor-aluno, aluno-aluno, bem como utilizar mediadores (linguagem/signos) para trabalhar na zona de desenvolvimento proximal do aluno (desenvolvimento potencial → desenvolvimento real).
  • Análise do aluno dentro de um contexto sócio-histórico.
  • O aluno é visto como um sujeito de ação, pois pensa sobre as situações e o contexto em que está inserido, em uma perspectiva transformadora.
  • Ensino na perspectiva da relação teoria-prática.
  • É importante problematizar a situação a ser aprendida, fazendo perguntas que permitam o debate e com isso busque instigar os pensamentos do aluno, desafiando-o a compreender a situação e aplicar seus conhecimentos na busca de soluções.
  • O professor deve reeducar os alunos e suas famílias para se engajarem no processo de transformação da realidade.
  • Relacionar o conhecimento prévio do aluno com a nova informação.
  • Ensinar não só os conteúdos, mas também a pensar de maneira crítica, cientes de que somos seres históricos com capacidade de conhecer o mundo e de intervir sobre ele.
  • Além da inteligência lógico-matemática, a escola precisa estar voltada também para o desenvolvimento de outras potencialidades de seus alunos, representadas pelas inteligências múltiplas da linguística, das relações espaciais, da corporal-cinestésica, interpessoal, intrapessoal e musical.
  • Trabalhar as relações de poder, criticando as desigualdades.

Linha do tempo da organização

Ações desenvolvidas pelo(a) educador(a) social                                     

1988 – Abordagem às meninas que estão nas ruas da cidade do Recife e participação dos educadores no lançamento do livro “Foi porque o amor valeu”.

1989 – Reuniões sistemáticas com supervisão de psicólogas, com discussão sobre a prática do atendimento dos educadores nas ruas, de acordo com a visão institucional.

1991 – Participação dos educadores em atividades de formação com outras instituições e atendimento nas comunidades.

1993 – Abordagem nas ruas do centro do Recife no horário noturno e início dos trabalhos nas comunidades, com abordagem do educador de rua.

1994 – Trabalho do educador social junto aos Adolescentes Multiplicadores de Informações (Amis) e grupo de teatro nas comunidades assessoradas pela instituição.

1995 – Participação efetiva do educador social nos grupos operativos, com a abordagem de Enrique Pichón Rivieré e participação no Fórum da Juventude.

1996 – Participação dos educadores na alimentação do banco de dados.

1997 – Participação do educador social no projeto da União Europeia.

2002 – Participação dos educadores em curso de formação sobre a Metodologia Comunitária Sistêmica.

2008 – Participação dos educadores em curso do Itaú Fies e nas visitas aos familiares.

2010 – Educadores sociais em processo de formação contínua para serem alocados nos núcleos das comunidades assessoradas pela instituição nos municípios de Moreno, Camaragibe, Olinda e Paulista.

2011 – Participação dos educadores no processo de recrutamento e seleção de adolescentes e jovens participantes dos cursos de qualificação.

Prática do(a) educador(a) social

A equipe é composta por sete educadores: quatro deles fazem parte dos núcleos do Projeto Rede Cidadã, em quatro municípios; três estão no Programa Passagem para Vida. Os educadores sociais são supervisionados pela supervisora pedagógica, por meio de visitas aos núcleos e programas, reuniões semanais e apresentação de relatórios mensais.

As atribuições dos educadores envolvem o acolhimento dos atendidos e a participação em reuniões, seminários e cursos de capacitação. O educador social é o elo principal de conexão com os atendidos, seja nas ruas, nas comunidades e nas articulações.

A prática do educador social visa a um atendimento biopsicossocioeducativo realizado em conjunto com uma equipe multidisciplinar que atua tanto nas atividades relacionadas aos programas institucionais, como no trabalho realizado nas comunidades assessoradas pela instituição. A perspectiva é a de fortalecimento da comunidade, com o desenvolvimento de ações voltadas para o protagonismo de adolescentes, jovens e mulheres e para o exercício da cidadania.

Contextualização da prática do coordenador pedagógico

A prática do coordenador pedagógico se processa por meio do acompanhamento de forma sistêmica e contínua, valorizando-se o potencial, habilidades e competências de cada educador nas atividades e ações realizadas. Destacamos que:

  • É fundamental acreditar no potencial de cada um que compõe a equipe técnica.
  • O processo de construção diária deve acontecer por meio da prática e da reflexão sobre a missão e a prática do dia-a-dia.
  • Reuniões semanais possibilitam a socialização e o acompanhamento das atividades realizadas por tod@s, avaliando–se conjuntamente a prática aplicada.

Construção de um projeto de formação de educadores: a importância do acompanhamento pedagógico na prática dos educadores

Podemos ressaltar a necessidade de encontros semanais sistemáticos com a participação de todos os envolvidos nos processos de formação do público, educadores e técnicos, com o objetivo de realizar uma construção dialética que tenha a prática/ação e a avaliação constantes. A troca de experiências, as observações diárias, o registro de atividades e a avaliação são instrumentos necessários para a construção de uma prática que busque estratégias de ação para o trabalho que está sendo desenvolvido.

As atividades devem ser planejadas, organizadas e acompanhadas de forma produtiva, dinâmica e motivadora, envolvendo educadores e técnicos para que a ação a ser desenvolvida obtenha êxito e alcance de resultados/efeitos satisfatórios. Faz-se necessário também a implementação de dinâmicas e técnicas para o cuidado com o cuidador/educador.

O processo de formação dos educadores é contínuo, tem como modelo a metodologia de Paulo Freire e do construtivismo, tendo como foco o processo de ensino-aprendizagem por meio da relação sistêmica. Os objetivos da formação – segundo a metodologia da Casa de Passagem Ana Vasconcelos – são os de aprender para apreender, a valorização do saber cientifico e popular. A formação acontece semanalmente em reuniões com outros técnicos e em reuniões específicas. As reuniões são planejadas com temáticas relacionadas ao processo educativo e também com estudos dirigidos à metodologia de Paulo Freire, à metodologia sistêmica, à metodologia de Humberto Mariotti sobre complexidade, política e solidariedade.

As reuniões fazem parte do planejamento institucional desde a fundação da Casa de Passagem; nelas são discutidas as atividades e ações realizadas diariamente, assim como estudos de caso e outros eventos que tiveram a participação dos educadores. O processo de formação sempre foi de fundamental importância para a instituição, que acredita no processo grupal. As atividades são registradas e socializadas para a equipe institucional nas reuniões e mensalmente entregue relatório. No momento, estamos realizando uma pesquisa que envolve a questão do perfil dos educadores.

Projeto de Formação do(s) Educadores (as) Sociais

Este projeto tem por objetivo nortear, alinhar, planejar e definir as atribuições relacionadas às atividades dos educadores sociais no Projeto Rede Cidadã, que acontece em quatro municípios da região metropolitana do Recife. Dentro dessa perspectiva de processo de aprendizagem, é necessário que os educadores:

  • Compreendam as metas e objetivos do projeto em que estão inseridos, de acordo com a missão institucional.
  • Realizem o planejamento das atividades e posteriormente as socializem.
  • Sejam pontuais e assíduos nas atividades para não sobrecarregar os demais educadores e, consequentemente, prejudicar o desenvolvimento do projeto.
  • Estejam atentos quanto ao surgimento de casos de trabalho infantil, exploração sexual, maus tratos que, quando identificados, devem ser imediatamente comunicados para as devidas providências junto aos familiares e órgãos competentes.
  • Fomentem hábitos de higiene, saúde e educação com os participantes do projeto nas comunidades, por meio da realização de oficinas e rodas de reflexão.
  • Respeitem a escolha da orientação religiosa para o pleno desenvolvimento das relações com os outros educadores sociais e com todos os participantes dos cursos, oficinas e demais atividades do projeto.
  • Registrem as atividades, elaborem os relatórios e os entreguem mensalmente.
  • Participem das reuniões semanais para socialização de suas atividades e planejamento em conjunto com os demais componentes do projeto (técnicos, coordenadores e direção).
  • Compreendam a importância social de sua ação, ampliem a sua consciência e evoluam no compromisso de participação para a transformação da sua realidade e dos beneficiários.
  • Trabalhem a solidariedade e a capacidade de ver o outro com o potencial a ser desenvolvido e o exercício da coletividade.

Para a implementação das atividades, contamos com quatro educadores sociais que atuam nas comunidades de Bonança, no Município de Moreno, Tabatinga, no Município de Camaragibe, Peixinhos, no Município de Olinda e Paratibe, no Município de Paulista. Os educadores sociais atuam respeitando o saber popular dessas comunidades, considerando-se que o conhecimento popular unido ao conhecimento científico contribui para identificar, junto com os moradores das comunidades, os pontos positivos e as vulnerabilidades existentes.

O projeto oferece cursos de capacitação, oficinas e serviços psicossociais e jurídicos, sendo que o educador social é responsável direto pela disseminação, acolhimento e encaminhamento para a equipe técnica que atua nessas comunidades. As demandas identificadas pelo educador social serão encaminhadas aos técnicos que, por sua vez, as encaminharão à rede socioasssistencial. O educador social acompanha todo o processo junto à equipe técnica (assistente social, psicóloga e advogada).

Com relação ao público, temos a expectativa de que possa desenvolver o seu potencial como cidadão e cidadã de direitos e de deveres, despertem para o protagonismo, conheçam e valorizem o potencial cultural e social de sua comunidade.

Etapas previstas para a formação

A capacitação do coordenador pedagógico e a definição do seu papel diante da responsabilidade de formação contínua dos(as) educadores(as) sociais e de si mesmo. 

Etapas do projeto que já foram cumpridas

A Sistematização da prática da Coordenadora Pedagógica e o desenvolvimento do Projeto de Formação dos(as) Educadores(as) Sociais.

Como fizemos

  • Foi necessário conhecer a instituição, como surgiu, qual a sua missão.
  • Identificar o papel da Coordenadora Pedagógica e suas atribuições.
  • Conhecer a práxis d@s Educadore(a)s Sociais – Conhecimento Teórico X Prática na Comunidade.

Os desafios encontrados

  • Falta de tempo para a realização das tarefas.
  • Dificuldade de tempo para ler os textos indicados.

Como os desafios foram enfrentados

Realizamos as tarefas após o horário das nossas atividades na instituição e nos fins de semana, de forma individual, enviando as contribuições por e-mail.

Aprendizagens da formação CASA7

  • Desenvolvimento do registro das atividades realizadas nas comunidades pelos(as) educadores(as)  sociais.
  • Ter definido o espaço e as ações da Coordenadora Pedagógica.
  • A troca de experiência com instituições que participaram do Programa de Fortalecimento Institucional.
  • O apoio da equipe da CASA7, norteando nossas tarefas e devolutivas.
One Response to 2. Casa de Passagem Ana Vasconcelos
  1. Muito bom…estou na coordenação de uma casa de passagem…e necessito melhorar e ter conhecimentos abrangente sobre o trabalho…se possível envie por e-mail algo o que acharem pertinente.Marcélia Minaçu Goias


[subir página]
Deixe seu comentário