2.Centro Social Marista Irmão Justino

2.1. Roda Viva: formação continuada, uma reflexão coletiva

Patrícia Aparecida Pio Silva

Introdução

A proposta do projeto iniciou-se em 2011 durante a escrita do plano de ação de 2012 para o Centro Social Marista Ir. Justino. Com base nas orientações encaminhadas pela DEAS (Diretoria Executiva de Ação Social), propusemos uma intervenção junto aos educadores e educandos, respeitando os momentos de formações especificas e Inter geracionais.

O período de duração é de 12 meses, articulando as ações com o projeto educacional para o Serviço de Apoio Sócio Educativo do Centro Social Marista Ir. Justino. As ações estão previstas para acontecer no decorrer do anoem espaços do Grupo Maristae também em espaços externos que contribuam para a formação e ampliação do conhecimento prévio dos educadores e educandos.

O projeto tem como intenção caminhar na perspectiva da conversa e das rodas, intensificando o respeito e o trabalho coletivo desenvolvido pelos educadores e educandos, compreendendo que em alguns momentos a formação pode ser coletiva.

A proposta da metodologia da roda possibilita ao grupo o fortalecimento das relações, nenhum participante tem o status de superioridade e inferioridade, toda a ideia tem contribuição válida. Todos podem se olhar e se escutar, incluímos todos e todas respeitando a diversidade, como o fato de redescobrir e compartilhar  as questões humanas.

É nesta perspectiva que realizamos a escuta dos educadores do Serviço de Apoio Socioeducativo, com a intencionalidade de aprimorar e resgatar os momentos de formação com um olhar mais cuidadoso e respeitoso às necessidades do grupo. Sabemos o quanto é difícil atender as necessidades individuais dos colaboradores envolvidos neste processo, mas propomos uma ação continua  e coletiva de formação, tentando nos aproximar das reais expectativas do grupo de educadores e das orientações institucionais.

A gestão estratégica e compartilhada do projeto implica a vivência da reflexão crítica coletiva e continuada, ou seja, uma atitude permanente de avaliação das políticas e práticas institucionais, considerando o dinamismo do contexto contemporâneo. (União Marista do Brasil, 2010, 101)

Descrição

A proposta é desenvolvida com os educadores e, para algumas temáticas em particular, conta com a participação de alguns educandos. Levando em conta as temáticas voltadas para aspectos pedagógicos e juvenis, contemplando os educadores e educandos.

Possibilitando aos educadores momentos de formação com espaços tempos diferenciados e dialógicos, contribuindo para a autonomia em momentos de escrita, implementação, monitoramento e avaliação dos projetos desenvolvidos. Sendo esperado que ao final os educadores possam, de forma sistêmica, através da escuta das devolutivas dos educandos documentar, observar os registros e do desenvolvimento do projeto com os educandos.

Registro da prática

A prática registrada aqui se refere a um encontro de educadores do qual eu participei do planejamento: priorização do tema, escolha do formador, definição da agenda, etc. Na execução da atividade participei pontualmente de momentos de divisão de grupos e apoio às atividades.

Encontro Regional em Campinas-SP (15/06/2012)

O Encontro tinha como proposta a formação dos educadores dos três Centros Sociais (Ir. Justino, Ir. Lourenço e Ir. Rui), abordando a temática “Desafios e Possibilidades da Contemporaneidade”.

O momento de formação continuada[1] entre os Centros Sociais sempre é muito importante e significativo para os educadores, desta forma a organização dos materiais para a exposição iniciou-se uma semana antes. Cada educador separou as suas produções e as dos educandos para levar e dividir com os demais educadores.

Reunimo-nos às 06h00 no Centro Social Ir. Lourenço, na Vila Progresso, para irmos até Campinas nos encontrar com os demais educadores e recebermos a formação. Chegamos a tempo hábil para expor os materiais e tomar café coletivamente, posteriormente reunimo-nos na sala principal para a espiritualização.

Este momento foi preparado pelo Centro Social Ir. Justino, o qual utilizou da dinâmica do trem para acolher e integrar os educadores, a atividade tinha como objetivo o caminhar de todos juntos, articulando os tatames para favorecer o movimento até pontos pré-determinados com cones que eram nomeados: famílias, educandos, colaboradores e comunidade.

Posteriormente, o Formador Fábio conduziu a atividade, realizando a apresentação de todos destacando a função no Centro Social. Ele escutou e foi chamando as pessoas para constituírem pequenos grupos. Fez a escuta das necessidades do grupo, sendo apresentados os seguintes apontamentos:

  • Demandas X Desafios
  • Questões burocráticas (relatórios, atas, videoconferência, Skype e e-mails) X atendimento
  • Como lidar com educandos com tanta violação de direitos;
  • Sujeito e objeto de direito
  • Burocracia: o que precisa fazer e o que devemos fazer?

Depois realizou uma dinâmica sobre a data de nascimento de todos os participantes. Nesta atividade, os educadores colocaram a data de nascimento em um papel e, depois, dispuseram no chão, construindo uma linha do tempo. O formador deu continuidade solicitando datas importantes para a temática das infâncias.

Como estratégia correlacionou as experiências pessoais com a mudança histórica do olhar da sociedade para as crianças e adolescentes. Sendo apontadas pelo grupo datas como:

  • 1924 – Declaração de Genebra
  • 1927 – Promulgação Código do Menor;
  • 1939 – Reforma constitucional Estado Novo
  • 1941 – SAM Serviço de Atendimento ao Menor;
  • 1948 – Declaração Universal dos Direitos Humanos;
  • 1959 – Declaração Universal dos Direitos das Crianças;
  • 1963 – Mudanças do código do menor
  • 1964 – Golpe Militar- PNBEM- Política Nacional do Bem Estar do Menor;
  • 1985 – Diretas Já
  • 1988 – Constituição Federal
  • 1989 – CDC – Norma e princípio – convenção dos direitos das crianças
  • 1990 – ECA – Estatuto da Criança e Adolescente ( destacou que é um modelo de sociedade que queremos para as nossas crianças e adolescentes.)
  • 1993 – LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social;
  • 1996 – LDB – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional;
  • 2004 – Política Nacional da Assistência Social
  • 2006 – SINASE
  • 2007 – Política nacional de Convivência Familiar e Comunitária;
  • 2009 – Lei da Adoção;
  • 2010 – Direitos Humanos – adequação
  • 2012 – SINAVE – revisão de valores

Neste exercício, o grupo e o formador contemplaram a linha construída e caminharam entre os momentos importantes da história das crianças e jovens, bem como suas relações com outras áreas (educação e assistência social).

Em seguida, o formador provocou o grupo com a questão: “Como encantamos os educandos e educandas?”. Aconteceram alguns relatos, mas o interessante foi a convocação de três educadores para improvisarem uma atividade. Neste instante, o grupo, sem combinação prévia, decidiu representar educandos que atendem. Durante a atividade, um educador relatou que a proposta não tinha sido clara, pois mediar com as crianças é diferente de mediar com adultos. Saímos então para o almoço. Durante o almoço, mesmo com a possibilidade de integração, percebemos que os grupos não se misturaram, talvez pela formação nova de algumas equipes. Após o almoço, antes de retornarem as atividades de formação, foi realizada uma dinâmica de integração com música e dança.

No retorno, o formador trabalhou com alguns verbos e provocou a reflexão a respeito da nossa atuação ser “para o educando” ou “com o educando”. Fez referências a Paulo Freire, com a Pedagogia Libertadora e à possibilidade de fazer escolhas, dando sentido e intencionalidade. Questionou o grupo sobre “O que podemos fazer para mudar o outro?”. Abordou a relação “adolescente X punição”, destacando que ela não educa. Exemplificou com a quebra de um vidro e a consequência de não ir ao passeio. Problematizou: “Qual seria a relação? Causalidade existe para o adolescente?”. O grupo participou do debate com exemplos e possibilidades de ações junto às famílias, crianças e jovens. Mesmo com boas provocações o grupo aparentou ter ficado com algumas inquietações ou com a necessidade de aprofundar mais.

Para finalizar realizamos uma ciranda e cantamos juntos algumas músicas relacionadas à ciranda da nossa época de criança.

As aprendizagens

Desde que entrei na instituição, foi a primeira possibilidade de participar de um Encontro Regional com o Serviço de Apoio Socioeducativo. Destacamos que as aprendizagens durante o momento de Formação foram diversas, desde a possibilidade de integração entre os Centros Sociais, até a escuta das experiências uns dos outros.

Refletir coletivamente sobre os nossos desafios enquanto educadores sociais é uma possibilidade rica e valiosa, podendo contribuir para novos olhares e caminhos da educação.

Os momentos de reflexão são importantes para que possamos repensar os próximos encontros e articular formações que atendam às reais necessidades dos educadores, respeitando a realidade com a qual lidamos.

 2.2. Projeto de Meio Ambiente

Telma de Jesus Fernandes

Introdução

A ideia da atividade foi possibilitar aos educandos e famílias um processo de integração e conscientização no que se refere ao reuso de material reciclável e cuidados com a natureza.

Optei pela sequência didática de uma atividade atrelada a um projeto maior: “Meio ambiente é o lugar onde Estou”, que é desenvolvido diretamente com dois grupos do Serviço de Apoio Socioeducativo (SASE) e que envolve educandos da faixa etária de8 a11 anos, mas busca mobilizar em suas ações todo o Centro Social.

Num primeiro momento, o Projeto contemplou conteúdos referentes às questões da natureza de forma mais ampla abordando conteúdos emergentes e atuais no propósito de estreitar os objetivos estabelecidos. Os grupos tiveram a oportunidade de trazer à discussão questões emergentes tais como: Aquecimento Global, Poluição, Consciência Planetária, Sustentabilidade, Reciclagem e Reaproveitamento de materiais.

As atividades passaram então as ser pensadas na perspectiva de multiplicar ações, já que se pretende criar possibilidades de contribuição para o processo de preservação, reconhecimento e identificação do meio no qual os educandos estão inseridos, mais especificamente o bairro de União de Vila Nova, mas ampliar também para famílias e envolvidos.

Etapas de desenvolvimento

A sequência didática foi planejada para acontecer em cinco momentos contanto com as seguintes participações:

  1. Exposição dos projetos de vida dos educandos;
  2. Apresentação de Teatro, Música e Desenho com o tema “O lixo e a humanidade” (em grupos)
  3. Semeadura de sementes: Linária marrocana e Margaridas Amarelas;
  4. Confecção de objeto utilitário com material reciclável (Vasos de Pet);
  5. Plantação das mudas nos vasos (famílias e educandos), na festa a ser realizada no Centro Social.

Primeira etapa

Na primeira etapa, foi realizada com os grupos uma roda de conversa para que pudessem refletir sobre os registros de seus projetos de vida (atividade registrada com figuras e escrita, já realizada em outro momento). O trabalho sugeriu itens tais como: família, escola, Centro Social, consumo e comportamento. Com base no destaque quantitativo que se apresentou no item consumo, propus um debate sobre produção de resíduos.

Nas atividades relacionadas à primeira etapa, os educandos tiveram a oportunidade de ser ouvidos uns pelos outros. Os projetos de vida já estavam prontos, neste segundo momento direcionamos a partilha das discussões.

Em relação ao consumo, muitos destacaram itens que desejam adquirir foram as mais citadas. Houve então a necessidade de minha intervenção para que o grupo se atentasse ao consumismo desenfreado do qual todos somos submetidos. Para instigar ainda mais o grupo a respeito do assunto, foram trazidas à roda as propagandas que mais chamam a atenção, destacando o modo muitas vezes absurdo de a mídia nos fazer acreditar que precisamos consumir muito para sermos felizes ou melhor do que somos.

Houve boa participação por parte do grupo. A TV é um atrativo a que todos têm acesso, o que pode ter ajudado. Na ansiedade em se colocar, fica claro que uma dificuldade que ainda precisa ser superada é o exercício da escuta, já que em diversas ocasiões é preciso a intervenção para que a atenção do grupo se volte para aquele que está com a palavra.

Registro de observação Telma de Jesus Fernandes – junho de 2012

Aproveitando o evento da Páscoa realizamos uma atividade com os educandos utilizando a data como disparador, focando no exemplo do consumo do Ovo de Chocolate. Um ovo foi despido lentamente frente ao grupo e fomos analisando cada item que compõe a embalagem separadamente, desde o cabide para ovos, a fita acetinada, a etiqueta, o celofane metalizado o papel alumínio, até outros itens como o suporte e os brinquedos. A observação possibilitou diálogo acerca de conceitos de reciclagem, reaproveitamento e reutilização de materiais.

Alguns educandos já traziam algum conhecimento sobre o tem. No entanto, todos se surpreendem para algo ainda não pensado: “Quanto lixo acumulou num simples desembalar de ovo de chocolate!”. Trouxeram algumas contribuições quanto à partilha, como o consumo exagerado, já que muitos mencionaram a quantidade de ovos que ganharam de seus parentes e de outras fontes. Muitas dúvidas foram aparecendo com relação ao que é ou não reciclável e os jovens demonstraram se empenhar na busca de alternativas de reuso dos materiais.

A preocupação com o meio ambiente e sua preservação é sempre uma preocupação dos adolescentes. Assim a atividade foi mostrou-se significativa para o grupo, possibilitando o levantamento de muitas questões que o envolvem, além do que contribuiu para alimentar o sentimento de partilha que, simbolicamente foi representada no momento com o chocolate.

Registro de observação Telma de Jesus Fernandes – junho de 2012

Segunda etapa

A segunda etapa tomou duas aulas para conclusão das atividades. Divididos em três grupos, cada equipe deveria, com base nas discussões do encontro anterior, realizar uma apresentação para os demais nos seguintes formatos: teatro, música ou desenho. Todas as apresentações deveriam trazer em sua essência o mesmo tema “O lixo e a humanidade” e o tempo de apresentação era de 20 minutos.

Os grupos caminharam da seguinte forma:

  • O grupo responsável pelo teatro prontamente se retirou da sala para combinar qual seria a cena a apresentar.
  • O grupo responsável pela música foi o que apresentou maior dificuldade em concluir a atividade, pois deveria escrever uma música, escolher uma melodia, rimar palavras sem sair do contexto e isto exigiu um pouco do grupo. A eles o recurso foi oferecer um material de apoio, um livro que com o conteúdo pudesse auxiliá-los a inspirarem-se. A partir daí começaram a escrever algo pensando na melodia de uma música tema de novela.
  • O grupo responsável pelo desenho esboçou com capricho um belíssimo jardim para o Centro Social. Desenharam cerquinha de garrafas, e plantas num suposto jardim que, segundo eles todos passariam a ser cuidadores. O desenho foi exposto e a ideia está em aberto.

A interação e envolvimento foram bastante positivos. No entanto, as discussões mostraram que chegar a um consenso demandou um tempo maior que o esperado. A dificuldade de ouvir o outro é aparente nos momentos em que muitos querem se expor ao mesmo tempo, acabando muitas vezes por desrespeitar o colega que também deseja participar, contribuir. A despeito disso, a atividade foi concluída e os grupos demonstraram grande habilidade no improviso, na criação. Prepararam-se e realizaram suas apresentações uns para os outros.

A atividade de expor o trabalho possibilitou um grande desafio para os educandos mais tímidos e que não se recusaram em participar. Notei que o próprio grupo delega um papel sem muito destaque para esses integrantes.

Terceira etapa

No terceiro momento os educandos plantaram sementes para gerar mudas. Na ocasião da festa, as famílias seriam convidadas a vivenciarem tal experiência junto aos seus filhos; transportariam as mudas para os vasinhos confeccionados e decorados pelas crianças.

A terceira etapa foi fantástica. Todos se empenharam em plantar as sementes para gerar as mudas para os responsáveis transportá-las no momento oportuno para os vasinhos confeccionados pelos educandos. Tínhamos no Centro Social vários pratos-base de vasos e os utilizamos para plantar as sementes.

Durante essa fase das atividades apenas um dos educandos do grupo 2, o educando recusou-se em fazer a atividade. Ele justificou-se, dizendo que a mãe não merecia o presente por ter batido nele. Nesse momento como que em chuva de ideias os colegas começaram a aconselhá-lo no intuito reverter a sua opinião. Intervindo junto ao grupo, conversamos sobre o amor, a correção, a responsabilidade dos pais sobre os filhos e oferecemos ajuda perguntando a ele se gostaria que o grupo o ajudasse de alguma forma, porém ele não aceito. Sua participação neste momento foi centrada em ajudar com regador, com o transporte de terra e organização dos materiais utilizados.

Registro de observação Telma de Jesus Fernandes – junho de 2012

Quarta etapa

Na quarta etapa o grupo iniciou a confecção dos vasos de Pet. Quando eu trouxe a proposta desse trabalho aos jovens, no dia seguinte, vários educandos levaram garrafas Pet ao Centro Social. Sempre que uma atividade propõe construção e plantação, os educandos acabam se envolvendo nas ações. Não foi diferente, pelo menos até chegar à última fase do processo.

Além do grupo, todo o Centro Social se mobilizou para conseguir número suficiente de garrafas, pois a ideia era receber as famílias na festa a elas destinada, seria esta a quinta e última etapa da sequência.

Já com uma quantidade razoável de garrafas PET, iniciamos a confecção dos vasinhos. Em primeira instância solicitamos garrafas lisas (Dolly), mas muitas outras garrafas foram aparecendo, então o grupo sugeriu que fizéssemos outros modelos de vasinhos. Assim, uma diversidade de modelos foi sendo criada.

Nas aulas destinadas à confecção o grupo de dividiu em equipes de produção: seleção e higienização das garrafas, confecção dos vasos e decoração dos vasos com tinta e ou durex colorido.

As produções foram sendo organizadas na sala aguardando ansiosamente o dia da Festa das Famílias onde se faria o término dos trabalhos. Nesta fase os educandos já tinham clareza do intuito das ações, como demonstra uma das falas naquele momento:

A gente tá usando garrafa que poderia tá dentro do rio, poluindo o meio ambiente e depois dando enchente e o lixo vem para as casas! (Samuel – 10 anos)

Quinta etapa

A quinta etapa foi a realização da festa para as famílias, para a qual planejamos oficinas e atividades diversificadas. Todo o Centro Social, incluindo não só o SASE, como também a Educação Infantil e responsáveis de todos os atendidos – foi convidado a participar da Festa das Famílias. No caso do SASE, o planejado era que cada educador promoveria uma oficina com os participantes separados por grupo.

Diferente do planejado, o número de presentes no evento não atingiu o esperado e, em razão disto, o número de oficinas foi reduzido. Esta situação trouxe desafios para mim e para o grupo.

Os educandos presentes que haviam participado do processo logo começaram a questionar o que seria feito a respeito, se não mais levariam as mudas para casa. Os orientei, dizendo que a atividade seria concluída por eles mesmos, e os vasos avulsos contemplariam as famílias dos colegas dos demais grupos.

E dessa forma foi feito, na aula seguinte todos colocaram a “mão na massa”, transportaram as mudas para os devidos vasos e dividiram com os educandos dos demais grupos.

Para a conclusão da 5ª Etapa os próprios educandos se comprometeram em passar as mudas dos pratos para os vasinhos, ficaram com os seus respectivos vasos e levaram os demais nas salas para que fossem divididos também entre os colegas de outros grupos. Conversamos um pouco sobre os cuidados básicos para com as mudinhas e dúvidas foram surgindo, como: Devo regar todos os dias? Ela gosta de Sol?

Para responder a essas questões no encontro seguinte nos dirigimos ao laboratório de informática, onde os educandos pesquisaram e anotaram no Diário de Bordo tudo o que julgaram importante saber sobre Linária Maroccana e Margaridas Amarelas.

Trecho do Registro de observação Telma de Jesus Fernandes – junho de 2012

Aprendizagens

A Festa foi marcada em uma data pós-feriado e final de semana, talvez tenha sido este o motivo de o número de participantes não ter atingido o esperado. Dessa forma, se fôssemos realizar essa sequência didática novamente, imaginamos que um novo planejamento exija:

  • Levantamento de datas que atendam a expectativa, atentando aos feriados e/ou eventos que possam atrapalhar a presença da maioria;
  • Verificação por meio dos educandos de quais responsáveis estariam disponíveis a participar;
  • Envio de questionário prévio às famílias no intuito de perceber o nível de interesse.

[1] Formação Continuada do Grupo Marista é definida pelo contexto da sua atuação orientada no e para o Projeto Educativo do Brasil Marista.

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